sexta-feira, 21 de março de 2008

Trevi Fountain at Night, Rome, Italy, por Walter Bibikow


Interior



Essa rua tem teu nome,
Teu cheiro, o teu perfume...
O teu jeito de andar.
Essa rua tem teu modo de olhar,
De sentir...
Essa rua tem teu modo de expressar...
Teu modo de pensar.
Essa rua faz-me sofrer, chorar...
Traz-me, a toda hora, a lembrança...
Faz-me recordar o teu modo de amar.
Fui embora para bem longe...
Procurei um país que não fosse teu...Que tivesse uma rua que não [fosse tua.
Sentei-me na calçada,
Quando de repente, do nada,
Ouvi uma fraca gargalhada.
Tentei distrair-me, mas aquele som...
Oh! Como fez música em meus ouvidos!
Não consegui para a pessoa olhar,
Fiquei com o rosto virado a pensar.
Outra vez... O som estava mais próximo e me embriagou...
Curiosa, olhei para o lado...
Sorrindo, tu me olhaste.
Fiquei sem reação.
Quando voltei a mim, na mesma hora, corri...
Novamente fugi...
Mas, no mesmo dia, tu me achaste.
Não importava para onde eu viajava,
De carona, parecias vir na bagagem.
Quando descobri que, para onde quer que eu fosse,
Virias junto...
Virias junto, dentro de mim...
Virias junto, em meu olhar.
É por isso
Que, para onde me direcionar,
Irás estar...
Pois esse sentimento é meu, não teu...
Porque essa minha rua, fiz tua...
Porque esse meu coração, fiz teu.


Belo Horizonte, 13 de setembro de 1999.

terça-feira, 11 de março de 2008

Montagne russe

Por Gordon Wiltsie


Quand tu es descendu de la montagne, tu dansais gracieusement sur la neige fondue d’un jour qui semblait presque chaud à la ville de Megève ! Je ne savais pas même porter les bâtons et pendant une semaine j’ai regardé à travers tes yeux. Tes beaux yeux de cochon !

Je ne me sentais pas du tout à l’aise… la typique photographie d’un étranger non seulement selon la langue, mais surtout à quoi sentir. Une étrangère à lui-même, un bien inconnu.

… Mais il y avait toujours tes traces la, à me guider. Tu ne m’avais pas appris un nouveau sport, mais à connaître et vivre l’inconnue : pulsação !

Quelques fois tu me donnais ta main et on descendait ensemble ! Moi, que n’avais pas peur de tomber, mais si que tu me laissais partir…

Dans les jours à la venir, l’inévitable : je suis tombée. Je restai contente et les limites ont gagné des horizons.

Non, non ! C’est ne pas seulement la reconnaissance que tu es quelqu’un admirable aux yeux français et italiens, ni aussi selon le sang des brésiliens, mais la certitude que tu m’as appris des feelings, des émotions !


sábado, 1 de março de 2008

Novos ares!!!! Última postagem nesse blog ! Vocês já sabem o endereço do novo ! Bjs!

Rev’alma

Foi como pro mineiro acordar na praia ouvindo o mar
Ou pra quem não gosta de sol, num inverno em Paris !
Foi como se as grandes coisas se tornassem pequenas

[e pudéssemos finalmente vê-las…
Ou como se pulássemos de um avião e, ao chegarmos próximos
[ao chão, descobríssemos que sabemos voar !

Foi como depois de um dia inteiro de trabalho árduo, chegar
[em casa e ter o banho esperando,
Ou como num dia preguiçoso, um convite pra ira o Café !
Foi como estar no ponto esperando o ônibus, mas conseguir
[uma carona,
Ou como caminhar de madrugada por BH, sem que alguém
[te vigiasse sonhando !
Foi como te olhar vezes nos olhos e sempre te descobrir
[um sorriso novo…
Foi ter meu pulso inquietante a espera do seu toque.
... Revê-la foi, pra mim, um óculos de grau !

Carta 18
5 de fevereiro de 2008