domingo, 25 de julho de 2010

P. ãri S.

Foi preciso te saber e a vida se dividia em “antes” e “depois”

E também de me mudar, para acalentar a alma.

Aceitar que não… ah, para isso foi preciso desumanizar :

Entender que não ha mais lugar algum no mundo que me diga “basta”.

Foi ter tudo e nada, tudo do nada, nada do tudo.

Foi um tipo de alienação consciente e abarcada

Foi querer em demasia ser a sua “pessoa errada”.


segunda-feira, 7 de julho de 2008

Eh... chegou! Hoje volto para BH. Os dias em Paris se foram, fica a lembrança. Nando, amo você demais e quero vê-lo logo! Fico triste por nao ter te visto hoje... quem sabe em breve?! Beijo grande e até logo! Obrigada por deixar meus dias, saidas e noites agradaveis! Você é um amigo especial!
Two Women Two Women, por Thai Tai




Aquele dia era só seu, a sua despedida. Irias embora. A desculpa que nos dava era o estudo, mas sabíamos –eu e você- que irias sim, em busca dela. Eu, como te queria, mas não assim tão forte, nada tentei ou disse.

Fui te saber. Peguei o carro e viajei pequenas sete horas. Nada era esforço pra te ver uma primeira e ultima vez. Cheguei depois da celebração. Esperavas-me de pé, em frente a sua casa... trajavas um vestido solto, branco, curto e quase rodado... o que conjugava seu jeito à l’aise de ser. Os cabelos eram grandes e lisos, já os olhos que eram de um preto tão forte e que por isso me lembravam olivas, escondiam-se atrás dos óculos escuros.

Olhamo-nos durante algum tempo e, embora distantes, estávamos na mesma direção. Acreditava que houvéssemos superado a distância, mas eu, logo eu, surpreendi-me também usando óculos escuros! Finalmente nos aproximamos. O abraço foi tímido, o sorriso sem graça e surpreso. E quando os corpos se deixaram, os dedos continuaram enlaçados. Entramos no carro e fomos em direção a praia, que ficava a dois minutos dali. Já passava das oito e o sol - como você-, não mais estava por lá. Éramos eu, uma garrafa de vinho e o mundo, que a essa hora já insistia em também me deixar. Era essa ausência que nos mantinha ligadas. O silêncio também estava tão presente, que poderia mesmo ser sentido pesado e angustiante, embora não me incomodasse. O que mais me desconcertava eram a sua segurança e presença que, vindos de uma menina tão aparentemente frágil, nos faz vacilar.

Já na praia, sentadas na areia, trocávamos algumas palavras e pensamentos, anseios, devaneios e ambições, a intimidade se fazia. O irônico é que ainda te sentias ausente... ou talvez fosse eu, não sei. Colocamos-nos de pé a andar... e a areia timidamente brincava com os meus pés: eu ria. Nossos corpos lado a lado e relativamente próximos, as mãos que dançavam tímida e incessantemente... até que, finalmente, se encontraram. Dizíamos tudo e nada. Você era atenciosa e me confundia com seus momentos de evasão. Mas te compreendi, embora eu mesma me escapasse.

Fomos até o píer, nos debruçamos para olhar e ouvir o que o barulho bravo das ondas deixava. Eu já não cabia mais em mim. Até que veio decidida, pegou-me pela cintura e me levou ao teu corpo... e com cuidado e muita delicadeza, além de desejo – confesso- te abracei. Suas mãos sobre as minhas me prendiam a ti. A naturalidade como tudo se passou me surpreendeu. Deitei meu rosto sobre o seu ombro esquerdo... e sentia não somente o perfume amêndoa que exalavam seus cabelos, mas sua pele que era macia e leve como os dias de outono que passamos em Paris.

O tempo se esvaiu com uma pressa incandescente. O sol estava novamente lá. Já era hora e precisávamos ir. Depois daquele aeroporto, uma vida toda ao lado dela te esperava. Dolorosamente me despedi, embora feliz e aliviada, pois pude entrar no meu carro e também partir.
Obs: texto escrito para uma amiga.

domingo, 29 de junho de 2008

Euro Coin Transposed on Eye


Pints

Se não pensar me leva a você
Fazê-lo então é acordar em sonhos
E há no mundo felicidade só
Se tua confusão me foge

Es tão constante e bela como a singela Trevi.
E ver-te dói, mas da insana a felicidade, moeda!
Viver a espera e esperança, talvez coragem!
Es a eterna, eterna e só minha Lara!

Nem mesmo quem esta ao seu lado
Tem de ti o que tenho e mata: saudade?
Não é o que as palavras dizem o que despertas em mim

E que nesse silêncio preciso no qual me refugio
Não somente consiga dormir em paz
Mas sabê-la, já que da o que o tempo não traz.


domingo, 15 de junho de 2008

20 dias... em Paris!

Logo de volta ao Brasil, meus amigos, minha familia... meu amor, minha vida! Gatis, estou chegando!!! Até logo!


In Bed, por Catherine de Souza



É ela

Como passos o ouvia badalar
Até que desceram os teus olhares
Meu mundo então, passou assim a ecoar
Eternos e ternos coros de cavalaria!

É ela, é ela! Doce e eterna menina!
É ela, é ela, minha calorosa Aline!
Os lábios lascivos e vivos como lírios
Oh amor tão sonhado é esse que vivo!

Tudo no vago mundo me leva ali!
Se longe dela, só e nostalgia.
É ela, é ela, é ela, minha eterna Aline!
Que passa e meu coração serpentina!

Longe dela, negros quadros da aquarela!
Beijar seu rosto o gosto perto, adrenalina.

Tê-la ao meu lado é reviver Cupido...

E amá-la é recriar os deuses em um só sentido!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Olá, pessoal ! Passo pra deixar um texto, espero que gostem ! Esse mês recebi um email que me cativou muito: obrigada Paula. O poste de hoje vai pra você! Um beijo grande e te espero no outro blog também!


Cafe noir, Paris, de Alan Klug


La polysémie de voyager

Je viens d'une grande ville appelée Belo Horizonte, dans l'état de Minas Gerais, au Brésil. Oui, je sais que vous connaissez Sao Paulo et également Rio de Janeiro, mais pour votre surprise BH est à côté de ces deux grandes états et nous sommes 2 millions d'habitants!.
J'ai toujours voyagé dans mon état avec mes amis. Normalement pendant les weekends on prend les voitures et on roule deux, trois heures pour aller découvrir des nouvelles cascades, pistes... on fait des marches d'environ 18 km pour arriver dans les endroits moins visités par les touristes: ça nous donne un plaisir inexplicable!
C'est importante de vous raconter tout ça, car j'ai besoin infiniment de vous préparer pour l'avenir. Tous ce que je vais vous raconter est tellement embarrassant même pour moi, non seulement le personnage de l'histoire, mais aussi la personne qui a vécu toutes les aventures possibles dans son exotique pays! Imagine-vous que j'ai déjà nagé dans le lacs avec beaucoup de piranhas! Mais même pour moi le voyage que je vais vous raconter est la plus dépaysant que j'avais fait jusqu'au aujourd'hui... Mais bon, je ne vais plus faire du suspense. D'abord il faut que je vous dise que mon voyage est pour vous quelque endroit courant, peut-être ordinaire. Donc, je n'espère pas que vous aimez tous ce que j'écris, mais je vous demande de ne pas vous fâcher et aussi d'être ouvert.
Je l'ai commencé il y a longtemps, car sa préparation m'a demandé des mois! Je lus quelques livres et je regardai aussi les filmes classiques, comme César et Rosalie, La vie est Belle, Paris je t'aime, Moulin Rouge et Le petite chaperon rouge!
... Et je suis arrivée en France! La première fois que je vins à Paris je ne connaissais rien, ni même un système de transport public efficace! Il faisait froid mais le soleil était la, bien que pas aussi content que moi! Tout de suite je me mis à parler mon français de grec et avec un peut de chance je réussis a acheter un billet pour aller voir la Tour Eiffel... vous le savez: on arrive à Paris seulement après l'avoir vue. Ensuite à ces années à programmer mon voyage j'étais en train d'en profiter! Quelque mois après je découvris que je ne pouvais plus partir et je restai.
Un an et quelque mois après je suis encore à Paris et mon voyage m'amène toujours aux endroits plus fantastiques et inconnues. J'ai besoin de vous dire que parfois c'est même difficile d'être là, traverser les rues, comprendre les gens dans la rue... mais au même temps est aussi un plaisir!
Ce voyage est la découvert la plus belle de toutes les autres, car elle est seulement à moi. Elle est concrète et de fois colorié, drôle ou même mystérieuse. Elle peut se déguiser sans être jamais découverte... elle peut être dans les livres, se masqué dans les musiques et de plus dans la rue. Mon voyage la plus dépaysant, mon cher, est la langue française!

sexta-feira, 21 de março de 2008

Trevi Fountain at Night, Rome, Italy, por Walter Bibikow


Interior



Essa rua tem teu nome,
Teu cheiro, o teu perfume...
O teu jeito de andar.
Essa rua tem teu modo de olhar,
De sentir...
Essa rua tem teu modo de expressar...
Teu modo de pensar.
Essa rua faz-me sofrer, chorar...
Traz-me, a toda hora, a lembrança...
Faz-me recordar o teu modo de amar.
Fui embora para bem longe...
Procurei um país que não fosse teu...Que tivesse uma rua que não [fosse tua.
Sentei-me na calçada,
Quando de repente, do nada,
Ouvi uma fraca gargalhada.
Tentei distrair-me, mas aquele som...
Oh! Como fez música em meus ouvidos!
Não consegui para a pessoa olhar,
Fiquei com o rosto virado a pensar.
Outra vez... O som estava mais próximo e me embriagou...
Curiosa, olhei para o lado...
Sorrindo, tu me olhaste.
Fiquei sem reação.
Quando voltei a mim, na mesma hora, corri...
Novamente fugi...
Mas, no mesmo dia, tu me achaste.
Não importava para onde eu viajava,
De carona, parecias vir na bagagem.
Quando descobri que, para onde quer que eu fosse,
Virias junto...
Virias junto, dentro de mim...
Virias junto, em meu olhar.
É por isso
Que, para onde me direcionar,
Irás estar...
Pois esse sentimento é meu, não teu...
Porque essa minha rua, fiz tua...
Porque esse meu coração, fiz teu.


Belo Horizonte, 13 de setembro de 1999.

terça-feira, 11 de março de 2008

Montagne russe

Por Gordon Wiltsie


Quand tu es descendu de la montagne, tu dansais gracieusement sur la neige fondue d’un jour qui semblait presque chaud à la ville de Megève ! Je ne savais pas même porter les bâtons et pendant une semaine j’ai regardé à travers tes yeux. Tes beaux yeux de cochon !

Je ne me sentais pas du tout à l’aise… la typique photographie d’un étranger non seulement selon la langue, mais surtout à quoi sentir. Une étrangère à lui-même, un bien inconnu.

… Mais il y avait toujours tes traces la, à me guider. Tu ne m’avais pas appris un nouveau sport, mais à connaître et vivre l’inconnue : pulsação !

Quelques fois tu me donnais ta main et on descendait ensemble ! Moi, que n’avais pas peur de tomber, mais si que tu me laissais partir…

Dans les jours à la venir, l’inévitable : je suis tombée. Je restai contente et les limites ont gagné des horizons.

Non, non ! C’est ne pas seulement la reconnaissance que tu es quelqu’un admirable aux yeux français et italiens, ni aussi selon le sang des brésiliens, mais la certitude que tu m’as appris des feelings, des émotions !